Talvez você sofra de Fomo e não saiba

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Sim, é isso mesmo. Não escrevi errado. É FOMO, sigla em inglês que significa “Fear Of Missing Out”.

O que é isso? É a sensação que estar perdendo oportunidades que se intensifica quando você se compara com o que as pessoas postam nas midias sociais. Confesso que já passei por essa situação. Um sensação de estar ficando para trás, de não estar vendo as oportunidades, de não validar o que faço porque parece que deveria estar fazendo mais, divulgando mais. A impressão que tinha era de que as pessoas estavam a todo vapor e eu, não fazendo o suficiente. O prazer que tinha no trabalho  foi drenando e me deixando esgotada. Na pandemia isso se intensificou pois também comecei a acreditar que tinha que aproveitar o tempo de recolhimento para rever como poderia divulgar mais meu trabalho e me especializar ainda mais. Isso tudo somado a ter que cuidar da casa e todas as outras atividades que surgiram. No final do dia estava acabada.

Não significa que não quisesse expandir e me aprofundar mais, porque de fato adoro aprender coisas novas. A questão era que uma parte minha estava identificada com o FOMO.

As informações abaixo fazem parte de um texto que revista Exame publicou em 2018, sendo que desde lá o FOMO só se intensificou.

FOMO e FOBO

Junto com o FOMO vem o FOBO, que significa ” Fear of Better Opportunities , ou seja, o medo de que oportunidades melhores sejam desperdiçadas.

Se nos pautamos pelo medo de perder algo, começamos a fazer as perguntas erradas, que geram medo e ansiedade. As perguntas são:

  • Eu deveria fazer o que ele está fazendo?
  • O que essa pessoa que eu não sei?
  • Sou significante?
  • Sou admirado(a)?
  • Sou querido(a), amado(a)?

Você já se perguntou isso ao ver as midias sociais ou o que as pessoas ao seu redor andam fazendo? Essas perguntas fazem com que nos comparemos com os outros, que coloquemos em dúvida o nosso valor.  Podemos nos inspirar nos outros para ampliar as nossas possibilidades, mas o que fará a total diferença, é PARA QUE faremos isso. Se colocamos a referência fora de nós perdemos todo o nosso poder pessoal e deixamos de nos conectar com o que verdadeiramente nos importa. O texto ainda fala que:

Se não soubermos lidar com o que ainda não temos ou com o que nunca teremos ou seremos, haverá grandes chances de desenvolvermos sérios problemas de saúde. Na palestra abaixo do TEDx Cambridge, Priya Parker conta o que aconteceu com ela, depois de 10 anos de muito trabalho, e o que a fez mudar. Ela nos lança perguntas diferentes e o conceito de aceitar o que ela intitulou sub-optimal outcomes (resultados abaixo dos melhores níveis):

  • Que tipo de vida eu quero? / O que eu quero da vida?
  • Este é o melhor jeito possível de utilizar o meu tempo?

Você percebe a diferença das perguntas? Estas últimas estão pautadas no PARA QUE que mencionei anteriormente. O PARA QUE tem a ver com o nosso propósito.

SENTAR-SE DENTRO DE SI

Priya na palestra conta que o seu avô perguntou o que significava Svastha. Ela respondeu que era “Saúde” em hindú. Ele concordou e disse que é como é usada no hindú moderno, mas de fato é uma palavra que deriva do sânscrito, sendo que Sva, significa self e stha, sentar, ou seja estar sentado(a) dentro de si. Estar sentado(a) dentro de si é estar presente, conectado(o) com o que de fato faz sentido para cada um. Convido a você a responder as duas perguntas acima para poder de fato ocupar o seu espaço interno com aquilo que realmente lhe preenche.

O meu propósito é ajudar as pessoas a se conectarem com as suas potencialidades para se conectarem com seu melhor Eu. Este eu não é o que tem desempenho ótimo, mas sim o que desempenha e age dentro do que de fato faz seu coração pulsar, com erros e acertos, mas principalmente pleno. E tive que começar por mim.

Clique aqui para ler a reportagem da Exame e assistir ao vídeo:

 

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