• Isabel Urrutia

NOSSO CORPO FOI FORJADO NA ESPETACULAR MORTE DAS ESTRELAS

“Nosso corpo foi forjado na espetacular morte das estrelas”

TED – Enrico Ramirez Ruiz




Você provavelmente já ouviu falar em algumas destas frases que coloco a seguir: Fazemos

parte de um todo maior; de alguma forma estamos todos conectados; trazemos nas nossas

células a memória da nossa ancestralidade e da história do universo; o que está dentro é como o que está fora; para nascer para uma nova vida, o velho precisa morrer; quanto maior a

densidade, menos fluidez. Estas são afirmações que sustentam trabalhos como as constelações sistêmicas, caminhos de autoconhecimento atrelados a bioconsciência, espiritualidade e campos morfogenéticos, entre outros.


Nos trabalhos que desenvolvo como facilitadora de grupos de estudo de Pathwork ®,-caminho de transformação pessoal vivencial, no jogo de autoconhecimento Mahalilah- O Jogo da Vida e nas constelações com cartas, também me fundamento nessas frases.

Por isso, transcrevi a palestra do TED dada pelo astrofísico Enrico Ramirez-Ruiz, que valida de uma maneira muito direta essas afirmações quando olhamos a origem da vida e da criação do mundo.


Coloco no final o link para assistir a palestra.

Boa leitura!

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TED – ENRICO RAMIREZ-RUIZ

O Nosso Corpo Foi Forjado na Espetacular Morte das Estrelas


Todos nós estamos atomicamente conectados. De maneira fundamental e universal. Entender

a histórica cósmica de cada um dos átomos existentes e como foram combinados nos ajuda a

entender a nossa história.


O hidrogênio e hélio foram produzidos nos primeiros dois minutos do Big Bang. A origem dos

elementos pesados, tais como o ferro de nosso sangue, o oxigênio que respiramos, o silício

presente nos computadores, está no ciclo de vida das estrelas.


As reações nucleares utilizam elementos mais leves e os convertem nos mais pesados. Isso faz

com que as estrelas brilhem e, por fim, quando explodem, enriquecem o Universo com esses

elementos pesados. Isso significa que se as estrelas não morressem, não haveria oxigênio nem

outros elementos mais pesados que o hidrogênio e o hélio. Portanto não haveria vida.


Há mais átomos no nosso corpo do que estrelas no Universo. E esses átomos são

extremamente resistentes. A origem dos átomos do nosso corpo pode estra ligada a estrelas

que os produziram no seu interior e os dissiparam por toda a Via Láctea, quando explodiram

há bilhões de anos.


COMO ACONTECE? Vamos percorrer uma jornada que começa com a explosão de uma

supernova e acaba com o ar que respiramos: 96% do corpo humano é formado apenas de 4

elementos: oxigênio (65%), carbono (18,5%), hidrogênio (9,3%) e nitrogênio (3,3%). O principal

personagem desse conto cósmico é o oxigênio. Ele não apenas forma a maior parte do nosso

corpo, como também é o elemento principal na luta para manter a vida no planeta. A maior

parte do oxigênio do Universo foi de fato produzida ao longo de toda a história dessas

explosões de supernovas, as quais indicam a morte de estrelas muito compactas. E em um mês

de céu cintilante, uma explosão de uma supernova pode brilhar mais que uma galáxia inteira,

que contem bilhões de estrelas.


É realmente impressionante! Isso ocorre porque as estrelas compactas brilham mais fortes e têm uma morte espetacular, comparada a outras estrelas. A fusão nuclear é realmente a força vital de todas as estrelas, incluindo o Sol, e consequentemente é a origem de toda a energia da Terra.


Podemos imaginar as estrelas como sendo usinas nucleares, movidas pelo agrupamento de átomos, em seu interior quente e denso. As estrelas como o nosso Sol, que são relativamente pequenas, convertem hidrogênio em hélio. Mas estrelas mais pesadas, cuja massa é oito vezes maior que a do Sol, continuam esse ciclo, mesmo depois que não há mais hélio em seu núcleo.


Então, a essa altura, a estrela compacta fica com um núcleo de carbono, que é o alicerce da vida. Esse núcleo de carbono continua a entrar em colapso e, como resultado, a temperatura aumenta, o que permite que mais reações nucleares aconteçam.


Com isso, o carbono se converte em oxigênio, neônio, silício, enxofre e, finalmente, em ferro. E o ferro é o fim. Por que? Porque ferro é o elemento com os núcleos mais ligados do Universo, o que significa que não se pode obter energia da sua queima. Por isso, quando o núcleo da estrela compacta é composto inteiramente por ferro, ela fica “sem combustível”. Sem combustível, ela não pode gerar calor, e portanto a gravidade “vence a batalha”. Com isso a única opção do núcleo de ferro é entrar em colapso, atingindo densidades incrivelmente altas: 300 milhões de toneladas reduzidas ao espaço de um torrão de açúcar. O núcleo tende a resistir ao colapso e com isso todo esse material infalente

ricocheteia no núcleo.


Todo esse processo crucial, que acontece numa fração de segundos, é responsável por ejetar os restos da estrela em todas as direções, formando assim a explosão de uma supernova. Cientistas tem tentado responder algumas perguntas, tais como o que levou a estrela a ser destruída , como uma implosão se transforma numa explosão e

verificaram que os neutrinos, que são partículas elementares elusivas, tem uma grande

contribuição nesse processo.


Quando o núcleo entra em colapso, um grande número de

neutrinos é produzido. Eles são responsáveis pela transferência de energia no núcleo. Como a

radiação termal de um aquecedor, os neutrinos irradiam energia para o núcleo, o que aumenta

a possibilidade de destruição da estrela.


Durante uma fração de segundos, os neutrinos

irradiam tanta energia que a pressão aumenta o suficiente para produzir uma onda de choque,

alta o suficiente para destruir a estrela por completo. E é justamente nessa onda de choque

que os elementos são produzidos. As supernovas brilham muito e, por um curto período de

tempo, irradiam mais energia do que o Sol irradiará em toda a sua existência. Numa galáxia

como a Via Láctea, estima-se que a cada 50 anos uma estrela compacta morre, o que significa

que ocorre uma explosão de supernova por segundo, muitas delas próximas da Terra, o que

possibilita que algumas podem ser vistas a olho nu inclusive.


Muitas civilizações registraram

essas explosões de supernovas, muito antes da invenção do telescópio. A mais famosa das

explosões é provavelmente a que deu origem à Nebulosa do Caranguejo. Astrônomos chineses

e coreanos registraram essa supernova em 1054, assim como fizeram os nativos norte-

americanos. Essa supernova aconteceu há cerca de 5,6 mil anos-luz da Terra e o brilho dela foi

tão incrível que os astrônomos puderam ver seu brilho durante o dia. E continuou visível a

olho nu por cerca de dois anos no céu noturno. Atualmente, com os equipamentos disponíveis,

é possível ver os filamentos coloridos formados pela explosão, que se movem a 482 km/seg.



Esses filamentos são essenciais para entender como as estrelas morrem, porque contém o

legado da estrela que explodiu. Cada cor representa um elemento. Esses estudos, como o feito

na Nebulosa do Caranguejo, confirmam que a maior parte do oxigênio da Terra foi produzido

pelas explosões de supernovas, ao longo da história do Universo. Também podemos estimar

que, para agrupar todos os átomos de oxigênio do nosso corpo, foram necessárias as

explosões de cerca de 100 milhões de supernovas.


Cada parte de nós, ou pelo menos a maioria, veio de explosões de supernovas. Podemos nos perguntar como esses átomos, gerados em tais condições extremas, acabaram “vindo morar” em nosso corpo? Podemosimaginar o seguinte experimento: Imaginar que estamos na Via Láctea e acontece uma supernova, que lança muitas toneladas de átomos de oxigênio, praticamente no vácuo. Alguns deles conseguem se agrupar numa nuvem. Só que há 4.5 bilhões de anos algo consegue desestabilizar a nuvem, o que faz que ela entre em colapso, formando o Sol no centro dela e o Sistema Solar. Portanto o Sol, os planetas e a vida na Terra dependeram desse lindo ciclo de nascimento, morte e renascimento das estrelas. E assim acontece a reciclagem contínua dos átomos no Universo.


Consequentemente, a astronomia e a química estão intimamente conectadas: somos formas de vida que evoluíram para inalar os resíduos das plantas, só que também inalamos os resíduos das explosões das supernovas.


Quando inalamos um átomo de

oxigênio, ele tem a memoria de que em algum momento esteve no interior de uma estrela e

que provavelmente foi criado pela explosão de uma supernova. Provavelmente este átomo

percorreu o sistema solar inteiro, até parar na Terra e posteriormente entrar em nosso corpo.


Quando respiramos, utilizamos diariamente centenas de litros de oxigênio. Sendo assim,

podemos encarar o ato de respirar como uma linda troca de átomos de oxigênio. Com isso,

muitos átomos de oxigênio que hoje estão no nosso corpo, provavelmente vieram também de

outra pessoa. Estima-se que 100 mil de cada pessoa.


A respiração não somente preenche os nossos pulmões com a história cósmica, como também com a história da humanidade. Podemos ilustrar isso com uma lenda da cultura chichimeca, uma poderosa cultura mesoamericana. Os chichimecas acreditam que a nossa essência foi forjada nos céus. E na jornada em direção a nós, foi fragmentada em toneladas de pedaços diferentes. Por isso, uma das razões pela qual nos sentimos incompletos, é porque sentimos falta dos nossos pedaços. Só que esses pedaços caíram em outras pessoas. Somente então, compartilhando os pedaços, nos sentiremos completos. Só que para isso, precisamos valorizar cada pedaço.


Assim como a história do oxigênio, que começou nos céus com a explosão de uma supernova e continua até hoje nos confins da nossa humanidade. Os átomos do nosso corpo embarcaram numa odisseia épica com intervalos de tempo de bilhões de anos a meros séculos, que fizeram de nós, de todos nós, testemunhas do Universo.


Estamos realmente interconectados, com as pessoas e o universo. O que pensamos, sentimos

e fazemos impacta cosmicamente todo o sistema. Afetamos e somos afetados por ele o tempo

todo. Trazemos nos átomos do nosso corpo toda a memória da origem do universo, da nossa

ancestralidade e das pessoas que já existiram. Mesmo que elas já tenham partido, os átomos

de oxigênio por elas liberados, estão presentes na vida, com toda a sua história. Nos átomos

do nosso corpo temos a história das estrelas, histórias de bilhões de anos.


As partes densas que criamos internamente, as nossas crenças limitantes, as nossas distorções, podemos associar a partes mais densas, onde há menos fluidez. Por isso a desconexão. E assim como as estrelas, para poder estabelecer a conexão de uma maneira saudável, é preciso que essas partes mais densas entrem em colapso, sejam confrontadas. Só assim poderão ser transformadas em energia fluida. que possamos viver dentro dessa verdade


https://www.ted.com/talks/enrico_ramirez_ruiz_your_body_was_forged_in_the_spectacular_

death_of_stars?language=pt-br


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Isabel Urrutia

Coach Vocacional e Facilitadora  de Dinâmicas de Autoconhecimento.

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